quarta-feira, 20 de janeiro de 2010


MAIS USUÁRIOS DE DROGAS SÃO FLAGRADOS PELA GUARDA CIVIL MUNICIPAL DE RIBEIRÃO PRETO

Dados da Guarda apontam para aumento de 51,4% no total de detenções

Os dados da Guarda Civil Municipal (GCM) apontam um aumento de 51,4% no número de usuários de drogas encontrados durante os patrulhamentos em Ribeirão Preto de janeiro a outubro deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com os últimos dados da estatística da GCM, até outubro foram encontradas 103 pessoas usando ou portando drogas, ocorrências não caracterizadas como tráfico de entorpecentes. Já nos dez primeiros meses de 2008 o número foi de 68, num total de 109 usuários -os dados indicam que em 2009, portanto, o total de usuários flagrados deverá superar o de 2008.

Segundo o superintendente da GCM, André Luiz Tavares, todos os usuários encontrados são encaminhados para a Polícia Civil, onde têm os casos analisados pelo delegado. De acordo com a implantação da Lei de Drogas, em 2006, o usuário não pode responder criminalmente -e acaba sendo liberado.

Segundo o advogado João Daniel Rassi, autor do livro Lei de Drogas Anotada, pela legislação não há uma quantidade fixa que estabelece quem é traficante ou quem é usuário. "O fato do Estado não ter condições de controlar a venda não é empecilho", afirmou.

É na região da Baixada o local onde a GCM mais encontra usuários consumindo entorpecentes. De acordo com Tavares, o crack é a droga mais usada, por ser mais barata (uma pedra custa R$ 5) e surtir efeito mais rápido. "O crack está deixando de ser uma droga somente de pessoas de baixa renda. Jovens de classes mais altas começam a consumir também", afirmou. (Gabriela Yamada/Gazeta de Ribeirão)

Traficante engole crack

A reportagem teve acesso a uma gravação feita por câmeras do Olho de Águia, monitoradas pela Polícia Militar e GCM, que mostram o exato momento em que um rapaz vomita pedras de crack para vendê-las a quatro homens, durante uma madrugada, atrás do Centro Popular de Compras (CPC).

As pedras são comercializadas e depois o rapaz engole o que não foi vendido, para evitar com que seja feito um flagrante. De acordo com a Polícia Militar, em casos como este, geralmente o acusado é levado para uma das unidades de saúde, onde é feito exame para que seja comprovado o tráfico. (GY)
FONTE: GAZETA DE RIBEIRÃO (02/01/2010)

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